quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Caracterização dos Internos do Lar do Ancião Evangélico

Estudo do perfil dos idosos interno do Lar do Ancição Evangélico, relativas a saúde, capacidades e habilidades individuais e sociais, dependências e morbidades mais frequentes.


O envelhecimento da população é um fenômeno mundial. Nos países desenvolvidos, esse processo ocorreu lentamente, em situação de evolução econômica, de crescimento do nível de bem-estar e redução das desigualdades sociais. Nos anos mais recentes, esse processo ganha maior importância nos países em desenvolvimento, com o aumento acelerado da população de sessenta anos e mais em relação à população geral. Aumentos de até 300% da população idosa são esperados nesses países, especialmente na América Latina. Estima-se que, em 2025, os idosos no Brasil atingirão uma cifra aproximada de 30 milhões de pessoas, o equivalente a 15% da população.

Em Londrina, esta tendência ao envelhecimento populacional já pode ser observada, representando 9,34% da população local.3 Há predomínio de idosos entre as idades de 60 a 69 anos correspondendo a 58,82% desta população, enquanto que os idosos com 80 anos ou mais representam 10,73%, de acordo com o censo 2000 com divisão territorial 2001.

A partir desse processo de transição demográfica, observam-se como tendência o aumento das doenças crônicas que requerem cuidados continuados, adequado manejo clínico-funcional e a identificação de riscos de agravo à saúde. Essas doenças crônicas podem ocasionar dores, uso exagerado de medicamentos, depressão e incapacidade funcional.

Caracterizando o perfil de idosos, estudos revelam que cerca de 40% dos indivíduos com 65 anos ou mais de idade precisam de algum tipo de ajuda para realizar pelo menos uma tarefa como fazer compras, cuidar das finanças, preparar refeições e limpar a casa. Uma parcela menor (10%) requer auxílio para realizar tarefas básicas, como tomar banho, vestir-se, ir ao banheiro, alimentar-se, sentar e levantar de cadeiras e camas.

Quando ocorre comprometimento da capacidade funcional a ponto de impedir o cuidado de si, a carga sobre a família e sobre o sistema de saúde pode ser muito grande. Historicamente, diferentes países do mundo têm desenvolvido variadas formas de apoio e cuidados aos seus idosos dependentes, e, em alguns países, o suporte oferecido é quase exclusivamente de responsabilidade estatal, em outros, são predominantemente as famílias que desempenham todos os encargos.

Assim, no início deste novo milênio, o acelerado crescimento da população idosa brasileira surge como um elemento central para a elaboração de novas políticas públicas. Neste contexto, trata-se de identificar quais são os problemas prioritários para a população idosa brasileira e de definir que ações devem ser privilegiadas para enfrentar esses problemas. Estudos epidemiológicos são essenciais para identificar problemas prioritários, de modo a orientar decisões relativas à definição de prioridades para intervenção.


Participantes:

CLOVIS DE MEDEIROS BEZERRA
RASIAH LADCHUMANANANDASIVAM
VEDER RALFH FERNANDES DE MEDEIROS
MARIA GORETE FELIPE


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